Neste dia em que comemoramos o aniversário de 108 anos do Sport Club Internacional, os tópicos dão lugar à história do início da minha trajetória como torcedora colorada.
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s primeiras lembranças são
remotas. Datam de 1997. Tinha quase três anos de idade. Era a final do
campeonato gaúcho. Era um Gre-Nal. Mais precisamente o primeiro jogo da final
do Gauchão.
Ouvi o jogo com meus pais e meu
avô, em casa através do rádio sintonizado na Rádio Gaúcha. Minha mãe é
colorada, mas nunca influenciou na escolha do meu time. Meu pai é gremista e
também nunca tentou me tornar tricolor. Meu avô, que estava em nossa casa no
dia deste jogo, é colorado. Mas, minha família nunca interferiu na escolha do
time do meu coração.
A escolha tinha que ser minha,
unicamente minha, e foi. Escolhi com o coração e a emoção. Não sei se já era
colorada antes desta partida ou se foi ali que nasceu essa paixão. A verdade é
que não há explicações ou justificativas para a definição do time de uma
criança. Futebol é coração, futebol é paixão, o futebol nos torna eternas
crianças. Eternas crianças apaixonadas pelo seu time, capazes de pular, chorar,
cantar e fazer loucuras pelo seu clube.
Bem, voltando ao jogo, que é
minha mais antiga recordação sobre o Internacional. A partida era na casa do
rival e saímos perdendo. Mas, conseguimos empatar com um gol do Christian. Eu
vibrei tanto com este gol, minha felicidade foi enorme. O momento do gol é algo
indescritível para a torcida. Um gol traz um misto de alegria, orgulho, euforia
e emoção. Imagina um gol contra o maior adversário e em final de campeonato!
Talvez naquela época eu não tivesse noção da importância daquele jogo. Mas, com
certeza comemorei com a maior empolgação do mundo.
Naquele ano fomos campeões
gaúchos. Houve mais uma partida, desta vez no Beira-Rio. Vencemos por 1x0, com
gol do Fabiano, que logo adiante seria protagonista do Gre-Nal dos 5x2. O
primeiro título sempre é marcante na vida dos apaixonados pelo futebol. A taça
erguida, o hino tocando, os fogos de artifício e o sorriso estampado no rosto
dos campeões são elementos que ilustram a vitória. E a alegria de ser campeão... Ah! A alegria da vitória! Até uma criança de três anos é capaz de reconhecer a
importância de uma taça erguida.

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